domingo, 19 de fevereiro de 2017

São Francisco de Assis

São Francisco de Assis (1182-1226) foi um religioso italiano. Fundou a ordem dos Franciscanos. Era filho de um rico mercador e comerciante mas fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, dois anos depois de sua morte.

São Francisco de Assis (1182-1226) nasceu em Assis, na Itália, no dia 5 de Julho de 1182. Era filho de Joana e Pedro Bernardone Maricone, rico mercador e comerciante de tecidos. As suas mercadorias eram vendidas na praça central da cidade de Assis.

Estudou na escola Episcopal, onde aprendeu a ler, escrever e principalmente contar. Enriquecera uma obsessão naquela época. Ajudou o seu pai no comércio, mas viver atrás de um balcão não era trabalho que o atraísse.

Em 1197, com a morte do imperador romano-germânico Henrique VI, que dominava a região, inicia-se uma revolta dos mercadores de Assis. O Ducado de Assis era controlado pelo Duque de Spoleto, que cobrava pedágio de tudo que atravessasse a região. Os revoltosos, entre eles Francisco, conseguem conquistar o poder. Em 1201, Francisco organiza uma tropa para dar combate à nobreza feudal que havia se refugiado na Perúsia. Na luta os mercadores de Assis são derrotados e Francisco é levado para a prisão, onde permanece durante um ano.

Em 1203, de volta a cidade natal, Francisco entrega-se a uma vida de festas e luxo. Depois de algum tempo resolve mudar de vida e ser cavaleiro. Para chegar a esse posto teria que começar como escudeiro de um nobre. Francisco parte para a sua missão.

Durante o percurso, ao encontrar os mendigos, vai desfazendo-se dos seus bens.

Em 1206, orando na capela de São Damião, acredita ouvir de Cristo as seguintes palavras: "Vá Francisco, e restaure a Minha Casa".

Imaginando tratar-se de reconstruir a Capela, volta para casa, vende boa parte dos tecidos do pai, e entrega-se ao serviço de Deus e dos miseráveis. Em 1208, faz votos de pobreza.

Francisco de Assis, decidido a cumprir as Sagradas Escrituras, passa a viver voltado apenas para o espírito. Os seus sermões eram cada vez mais frequentados, a sua fama vai espalhando-se e aos poucos já tinha seguidores, dispostos a formar uma nova ordem religiosa. Em 1210, fundaram a Ordem dos Irmãos Mendigos de Assis, que instalou-se em cabanas no alto dos montes.

Em 1212, voltando a sua cidade natal, vem a seu encontro a jovem Clara, que se junta ao grupo e funda mais tarde a Ordem das Clarissas. Em 1215, o papa Inocêncio III reconhece a "Ordem dos Franciscanos" e designa o Cardeal Ugolino, como protector da Ordem. Os discípulos são separados em dois grupos para seguir em peregrinação pelo mundo para disseminar o sentimento da fé cristã.

Durante a peregrinação os franciscanos tiveram os seus primeiros martírios, cinco discípulos foram mortos pelos muçulmanos, em Ceuta, por recusarem a conversão ao islamismo.

Francisco embarca para a Terra Santa, onde é aprisionado e levado ao Sultão. Para mostrar a superioridade da fé cristã, Francisco anda sobre brasas.
É imediatamente libertado e volta para a Itália.
Em 1221, apresenta um texto com as regras para a ordem, que é recusado pelo cardeal Ugolino. Em 1223 o texto é retocado e finalmente aceite pelo papa Honório III.

Em 1224, decepcionado e doente, com uma inflamação nos olhos, é obrigado a moderar as suas actividades. Nesse mesmo ano renuncia à direcção efectiva da irmandade que criara.

São Francisco, em companhia dos discípulos Ange, Rufino e Leão, parte para a floresta.

Conta-se que na floresta, na sua presença, os peixes saltavam da água e os pássaros pousavam nos seus ombros.

Certo dia enquanto rezava, no alto do rochedo, desceu do céu um Serafim de asas resplandecentes, trazendo nos braços uma cruz. Quando a imagem desapareceu, Francisco percebe marcas de sangue nas mãos e nos pés.

Em 1226, Francisco implora que levem-no a Assis onde, falece assistido pelos discípulos, no dia 3 de Outubro. A Ordem dos Franciscanos espalhou-se pelo mundo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Bênção Papal

Já pensou em receber uma bênção apostólica do Papa Francisco, ou solicitar uma para alguém em especial?
Confira, a seguir, a explicação detalhada sobre como solicitar uma bênção apostólica ao Vaticano.


Informações sobre o modo de obter a Bênção Apostólica em pergaminho


1. Directamente junto do Departamento no Vaticano
É possível ter acesso pessoalmente aos escritórios da Esmolaria Apostólica, na Cidade do Vaticano, entrando pelo Ingresso Sant’Ana (à direita das Colunatas da Praça de São Pedro) nos horários de abertura: 8.30-13.30 (de segunda-feira a sábado).

2. Por meio de carta ou fax
Os pedidos de Bênção Apostólica em pergaminho podem ser dirigidos à Esmolaria Apostólica mediante correio ou fax (não por correio electrónico).

No pedido é preciso indicar:
– o nome e sobrenome (apelido) e endereço do requerente
– o nome e sobrenome (apelido) do/s destinatário/s da Bênção
– o motivo ou a circunstância para a qual se pede
– a data, o nome da igreja e da localidade em que tem lugar a circunstância para a qual se pede a Bênção (todos necessários quando se trata de um Sacramento, da Profissão Religiosa ou de um Aniversário)
– o endereço para a expedição do diploma e o valor referente ao pagamento.
O pagamento pode ser feito (depois de ter recebido o pergaminho) em dois modos:
– por meio de uma ordem de pagamento bancária com as coordenadas bancárias inseridas na expedição.
– ou por meio do pagamento online com cartão de crédito no nosso site Internet.
O preço indicado se refere:
– ao pergaminho (preço que varia de 13 a 25 Euros dependendo do modelo escolhido pelo Departamento segundo a ocasião indicada)
– às despesas para a expedição (fora da Itália dependendo da destinação) pelo correio normal (10-16 euros) ou pelo correio expresso DHL (18-30 Euros).



Para algumas ocasiões particulares é necessário o nihil obstat do Pároco ou de outro eclesiástico (entende-se um parecer favorável, ou seja, que as pessoas destinatárias da Bênção Papal sejam católicas e praticantes, expresso mediante a sua assinatura e o selo da Paróquia apostos ao pé da carta de pedido ou no espaço previsto para tal no formulário infra, que se pode baixar).
Os tempo necessário para a expedição do pergaminho é de cerca de um mês a contar do dia em que foi pedido.
Não se admitem pedidos por telefone.


3. Circunstâncias previstas para a concessão da Apostólica em pergaminho

A Bênção Apostólica é concedida nas seguintes ocasiões:

1. Baptismo, Primeira Comunhão, Crisma
2. Matrimónio
3. Ordenação Presbiteral
4. Profissão Religiosa
5. Consagração Secular
6. Ordenação de Diácono permanente
7. Aniversario (10°, 25°, 40°, 50°, 60°) de Matrimónio*, Ordenação Presbiteral, Profissão Religiosa
8. Aniversário natalício (18°, 50°, 60°, 70°, 80°, 90°, 100°)*
9. Uma pessoa católica* ou família* (com nome e sobrenome/apelido dos cônjuges unidos em matrimónio religioso)

Em presença de um asterisco (*), se requer obrigatoriamente o nihil obstat ou beneplácito da Autoridade Eclesiástica.
Os pedidos de Bênção Apostólica em Pergaminho para circunstâncias diferentes das acima indicadas não poderão ser acolhidos.

Endereço postal:
ELEMOSINERIA APOSTOLICA
Ufficio pergamene
00120 CITTÀ DEL VATICANO
Telefone: (+39) 06.69873279 – (+39) 06.69871100
(horário: 08:00 – 14:00)
[UTC+1 : CET – Central European Time])
Telefax: (+39) 06.69883132 (ativo 24 H)
(Fonte: vatican.va)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ordens Religiosas Militares e Honoríficas

Quais as Diferenças?

As duas grandes "famílias" de Ordens Cavalheirescas: As ORDENS RELIGIOSAS MILITARES, também chamadas apenas de ORDENS EQUESTRES ou ainda de ORDENS DE CAVALARIA; e as ORDENS HONORÍFICAS

Para o Leitor menos atento, poderia até parecer que todas as Ordens de Cavalaria são iguais, todavia isso não é assim. As Ordens Religiosas-Militares foram criadas entre o século XI ao século XVI, sempre com um Missão que lhe conferia o Romano Pontífice. Todavia, as Ordens Honoríficas, que são criadas até hoje, e que não possuem outro carácter que aquele honorífico e simbólico. 

Por terem sido criadas por Bula Papal, apenas as Ordens Religiosas-Militares possuem algum carácter Canónico, e por isso mesmo, apenas elas podem realizar Missas de Investidura. As Ordens Honoríficas não possuem ligação directa com a Igreja, e por isso mesmo seus Membros são Investidos em cerimónias civis, com ou sem elementos religiosos. 

Mas não é apenas a falta de Vida Religiosa que diferencia as Ordens de Cavalaria das Ordens Honoríficas: Apenas as Ordens Religiosas-Militares possuem Hábitos e Mantos Capitulares, que seus Cavaleiros e Damas envergam em seus Serviços Litúrgicos, coisa não permitida às Ordens meramente Honoríficas. 

Como dissemos acima, as Ordens de Cavalaria-Religiosas-Militares foram criadas entre o século XI ao século XVI, sendo a última a ser criada a Ordem de Santo Stefano Papa e Mártir, em 1562. Por terem sido criadas em um período determinado, as Ordens de Cavalaria-Religiosas-Militares são um grupo fechado, que podem listar, e assim o faremos, por ordem de criação:


Ordem de São Tiago d'Altopascio, também chamada de Ordem dos Cavaleiros del Tau, Fundada na Toscana em 1050 e que, por Bula Papal de 1587, foi unida à Ordem de Santo Stefano Papa e Mártir, Ordem Dinástica da Casa Grão-Ducal da Toscana.

Soberana e Militar Ordem Hospitalária de São João de Jerusalém, dita de Rodes, dita de Malta. Fundada no ano de 1050, e Reconhecida por Bula Papal em 1113.

Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, criada no ano de 1099: a Ordem foi criada com Cavaleiros e Cónegos Regrantes. O Papa Pio IX em 1848 a torna uma Ordem de Cavalaria unida à Santa Sé.

Ordem dos Pobres Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo no Templo de Salomão, também chamada de Ordem dos Templários. Criada entre os anos de 1118-1119 (Reconhecida por Bula Papal em 1139), extinta em 1312.

Ordem Militar de São Lázaro de Jerusalém, criada em 1142, unida depois em 1573 por Bula Papal à Ordem de São Maurício, formando a Ordem Dinástica dos Santos Maurício e Lázaro, Ordem Dinástica da Casa Real de Savóia.

Ordem Militar de São Bento de Avis, Fundada em Portugal em 1147, e tornada como Ordem Dinástica da Casa Real Portuguesa em 1555.

Ordem Militar de Alcântara, fundada em 1156 no Reino de Leão. Tornada Ordem Dinástica da Casa Real Espanhola em 1522.

Ordem Militar de Calatrava, fundada em 1158 no Reino de Castela. Tornada Ordem Dinástica da Casa Real Espanhola em 1482.

Ordem Militar de Santiago, fundada em 1170. Tornada Ordem Dinástica da Casa Real Espanhola em 1482.

Ordem do Monte Gioia, Fundada em 1180, unida depois à Ordem Militar de Calatrava.

Sacra e Militar Ordem Costantiniana de São Jorge, provavelmente Fundada em 1190, depois Ordem Dinástica da Casa Real de Bourbon-Duas Sicílias e de Bourbon-Parma.

Ordem Militar do Hospital Teutónico de Santa Maria de Jerusalém, ou simplesmente, Ordem Teutónica, Fundada em 1193.

Ordem de Cipro, também conhecida como Ordem do Silêncio e da Espada fundada em 1195 por Guido de Lusignan em Jerusalém, extinta.

Ordem do Monte das Oliveiras, Fundada em 1197 pelo Rei Balduino de Jerusalém. Extinta.

Ordem de Cristo e da Espada, também chamada de Ordem Livoniana (Schwertbrüder). Fundada em 1202 por Albrecht von Buxthoeven, sendo a única Ordem de Cavalaria-Religiosa-Militar fundada em solo germânico. Foi depois Unida à Ordem Teutónica.

Sacra Ordem Dinástica, Equestre, Militar e Hospitalar da Milícia de Jesus Cristo e de Santa Maria, dita Sacra Ordem da Milícia (S.O.M.) ou dos Cavaleiros da Mãe de Deus. Ordem criada em 1209 pelo Conde Simon IV de Monforte, com o nome de MILÍCIA DE JESUS CRISTO. Reconhecida por Bula PapaL em 1233. Tornada Dinástica da Casa Principesca de Trivulzio-Galli della Mesolcina em 1565.

Ordem de Santa Maria das Mercedes pela Libertação dos Escravos, Fundada na Catedral de Barcelona por São Pietro Nolasco, São Raimundo de Penafort e pelo Rei James I de Aragão, em 10 de Agosto de 1218.

Ordem da Fé de Jesus Cristo. Fundada em 1220 na França. Já extinta.

Ordem dos Cónegos da Cruz e da Estrela Vermelha. Ordem Religiosa fundada em 1233 por Santa Agnes da Boémia.

Ordem Militar de Santa Maria. Fundada em 1261 pelo Papa Urbano IV, e em seguida unida à Milícia de Jesus Cristo, formando assim a Sacra Ordem Dinástica, Equestre, Militar e Hospitalar da Milícia de Jesus Cristo e de Santa Maria, dita Sacra Ordem da Milícia (S.O.M.) ou dos Cavaleiros da Mãe de Deus, Ordem que, como vimos, foi tornada Dinástica da Casa Principesca de Trivulzio-Galli della Mesolcina em 1565.

Ordem dos Cavaleiros Guelfos. Ordem Fundada em Florença em 1266 pelo Papa Clemente IV. Já extinta.

Ordem Militar de Montesa. Ordem Fundada em 1312, tornada Dinástica da Casa Real Espanhola em 1587.

Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fundada em Portugal em 14 de Março de 1319 pela bula pontifícia "Ad ea ex-quibus" do Papa João XXII, que, deste modo, atendia aos pedidos do rei Dom Dinis. Recebeu o nome de Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo e foi herdeira das propriedades e privilégios da Ordem do Templo.

Ordem Militar do Santíssimo Salvador e de Santa Brígida da Suécia. Fundada por Santa Brígida em 1366, e Aprovada pelo Papa Urbano V em 1370. Já extinta.

Ordem do Dragão. Criada em 1387 por Segismundo, Rei da Hungria, e depois Sacro Imperador Romano-Germânico, e depois Confirmada pelo Papa Eugénio IV em 1433. Já extinta.

Ordem dos Cavaleiros Cruzados da Sociedade de Jesus Cristo, Fundada em 13 de Janeiro de 1459 pelo papa Pio II. Já extinta.

Ordem dos Crucíferos, ou Ordem Militar dos Crucíferos com Estrela vermelha em Campo Azul. Fundada no século XII, e declarada extinta pelo Papa Alessandro VII em 1656.

Ordem de Santa Maria de Belém, criada em 19 de Janeiro de 1459. Já extinta.

Ordem de São Maurício, criada pelo Duque Amadeu VIII de Savóia como Ordem Dinástica da Casa de Savóia. É unida, em 1573 com a Ordem de São Lázaro, para formar a Ordem Dinástica dos Santos Maurício e Lázaro,

Ordem Dinástica da Casa Real de Savóia.

Insigne Sacra Militar Ordem de Santo Stefano Papa e Mártir, Criada pelo papa Pio IV em 1º de Fevereiro de 1562 com a Bula "His quae", como Ordem Dinástica da Casa Grão-Ducal da Toscana.

Como podemos ver, foram criadas 30 Ordens de Cavalaria-Religiosas-Militares, das quais, 9 já estão extintas, 6 foram unidas a outras Ordens, ou incorporadas pela Santa Sé, 11 tornaram-se Ordens Dinásticas de Casas Principescas, 1 tornou-se apenas Religiosa, deixando de ser Ordem de Cavalaria, permanecendo assim apenas 3 como Ordens Militares-Religiosas independentes, como no ato de sua Fundação, e estas são a Ordem de Malta, a Ordem Teutónica, e a Ordem dos Mercedários. 

Como pode-se ver, sempre que alguém afirmar fazer parte de alguma Ordem de Cavalaria Religiosa e Militar, deve-se pedir informações mais precisas, para saber se, a pessoa de fato faz parte de uma Ordem Religiosa-Militar, que pode realizar Missas de Investidura, ou se apenas faz parte de uma Ordem Honorífica, que são as Ordens legitimamente criadas por um Monarca, Chefe de Casa Real ex-Reinante ou Chefe de Estado, e que tem a única missão como a de premiar os méritos de seus cidadãos.

E mesmo que uma Ordem Honorífica, ou mesmo, uma "ordem" claramente falsa, ou seja, que não tenha sido Criada por Bula Papal, nem por um Monarca; Chefe de Casa Real ex-Reinante ou Chefe de Estado, mesmo que utilize os Ritos de Investidura (Benedictio Novis Militis), jamais poderá ser tida como Ordem Religiosa-Militar, pois mesmo que um determinado Bispo, realize todos os actos próprios do Consistório, como que "criando" um novo "cardeal", o ato careceria de validade, uma vez que apenas o Papa pode criar novos Cardeais. Assim mesmo, de igual forma que um Bispo realize todos os actos para "investir" um novo "cavaleiro", porém sem que isso se faça dentro de uma Ordem Religiosa-Militar verdadeira, o ato carecerá de toda e qualquer validade, uma vez que apenas o Papa, por meio de Bula Pontifícia, pode criar uma Ordem de Cavalaria-Religiosa-Militar, o que sabemos, já não se faz desde 1562, quando a Insigne Sacra Militar Ordem de Santo Stefano Papa e Mártir, Criada pelo papa Pio IV com a Bula "His quae", como Ordem Dinástica da Casa Grão-Ducal da Toscana foi criada, sendo esta, a ÚLTIMA ORDEM RELIGIOSA-MILITAR A SER CRIADA NA HISTÓRIA DA SANTA IGREJA CATÓLICA. 


Acima colocamos uma ilustração (organizadas pela ordem de Criação de cada uma das Ordens) das Cruzes das 15 Ordens de Cavalaria-Religiosas-Militares que, ainda podem ser vistas em Hábitos Religiosos Legítimos e em Missas de Investiduras. Além dessas, quaisquer outras são representantes de FALSAS ORDENS. 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cristo do Sorriso

1. Amigo FRANCISCO, hoje é o teu DIA, a tua FESTA. Deixa que me alegre contigo, e que peça a tua LUZ de Mestre e Padroeiro para esta Europa rica, ensonada, atracada, sem mar, sem barco, sem farol e sem ideais.

2. S. Francisco Xavier, proclamado «Padroeiro Universal das Missões» (Pio X) e apontado como «Apóstolo mundial dos tempos modernos» (João Paulo II), de quem celebrámos há três anos os quinhentos anos do seu nascimento (07.04.1506 – 07.04.2006), postou-se, na esteira de Paulo, no humilde e fiel seguimento de Cristo, vivendo de Cristo (Fl 1,21), impelido pelo AMOR de Cristo (2 Cor 5,14) e pelo SIM de Cristo – que «não foi SIM e não, mas unicamente SIM» (2 Cor 1,19) –, testemunha da ALEGRIA nova de Cristo (Lc 10,21; 1 Pe 1,8) e cooperador dessa ALEGRIA (2 Cor 1,24).

3. Viveu apenas 46 anos sobre esta terra (07.04.1506 – 03.12.1552). 46 anos plenos de CRISTO, de AMOR e de ALEGRIA.

4. Partiu de Lisboa em 07 de Abril de 1541, dia em que completava 35 anos, para uma viagem de 20.000 km, rumo a Goa, onde desembarcou mais de um ano depois, em 06 de Maio de 1542, após paragem de quase meio ano (Setembro de 1541 até Fevereiro de 1542) na Ilha de Moçambique para o restabelecimento dos doentes, enquanto se esperava por ventos favoráveis à navegação.

5. Desde essa data até à sua morte, ocorrida na Ilha de Sanchoão, às portas da China, na madrugada do dia 03 de Dezembro de 1552, vão 10 anos e quase 07 meses de uma desmedida dedicação aos outros, sobretudo aos pobres e doentes, testemunhando com a sua vida humilde e dedicada a BONDADE, a PAZ e a ALEGRIA do EVANGELHO. o CRISTO «de la SONRISA», que muitas vezes contemplou Xavier e que muitas vezes Xavier contemplou.

6. Cumplicidade.  O Cristo daquele sorriso gravou-se no coração e nos lábios de Xavier, tomou conta dele, configurou-se nele, transvasou dele.

7. São, na verdade, muitas as testemunhas que descrevem Xavier «com a boca sempre cheia de riso e da graça de Deus» (Monumenta Xaveriana, tomo 2, Madrid, 1912, p. 291 e 306). É também de salientar a sua ilimitada CONFIANÇA em Deus, como transparece de uma sua carta, datada de 05 de Novembro de 1549, escrita de Kagoshima, no Japão, e dirigida aos seus companheiros de Goa: «Sei de uma pessoa a quem Deus concedeu muitas graças, que se ocupava muitas vezes, tanto nos perigos como fora deles, em pôr toda a sua ESPERANÇA e CONFIANÇA n’Ele, e o proveito que daí lhe adveio levaria muito tempo a descrever».

8. Aquele «Sei de uma pessoa» lembra Paulo (2 Cor 12,2). Pôr toda a sua confiança em Deus é firmar-se em Deus, viver de Deus e desde Deus. A tanto nos desafia também a nós, hoje, o nosso «Padroeiro Universal das Missões».

9. E aquele SORRISO nos lábios do Crucificado e de Xavier é outro impressionante desafio para nós. Na verdade, que EVANGELHO podemos nós viver e testemunhar sem CRISTO, sem CONFIANÇA e ALEGRIA?

10. Obrigado, amigo Francisco. Celebrarei gozosamente a tua Festa. Mas confesso que me sentirei muito mais FELIZ quando a nossa Igreja viver com ALEGRIA essa PAIXÃO de AMOR que tu viveste pelo CRISTO e pelos teus IRMÃOS.

11. E se aprendêssemos todos essa tua cumplicidade com CRISTO?!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Nossa Senhora das Candeias

A Igreja Católica celebra a 2 de Fevereiro, em todo o mundo a Festa da Apresentação do Senhor, mais conhecida popularmente por Festa de Nossa Senhora das Candeias ou Festa de Nossa Senhora da Luz.

Nesta data é igualmente assinalado o Dia Mundial do Consagrado, instituído pelo Papa João Paulo II em 1997.

A origem da devoção à Senhora das Candeias tem os seus começos na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o seu nascimento (sendo celebrada, portanto, no dia 2 de Fevereiro).

De acordo com a tradição da Lei de Moisés, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar o Templo até quarenta dias após o parto; nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote, a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e assim purificar-se.

Desta forma, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever, e este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, ter-lhes-ia dito: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios, e glória de Israel, vosso povo» (Lucas, 2, 29-33). 

Com base na festa da Apresentação de Jesus / Purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora das Candeias, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o facto.


Invocação e expansão do culto

Nossa Senhora das Candeias era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o Padre António Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus: «Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora das Candeias [...]»), e tornou-se particularmente venerada em Portugal a partir do início do século XV.

A partir daí, a devoção à Senhora das Candeias cresceu, e com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas, com especial destaque para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba.

Segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, no termo de Lisboa. Aí se fundou de imediato um convento e igreja a ela dedicada (existente ainda hoje), que conheceu grande incremento devido à acção mecenática da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Maria Mãe da Misericórdia

Existe uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia.

Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demónio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efectivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores).

Oficialmente a Igreja Católica aprovou a 15.08.1986 o formulário da Missa Votiva “Santa Maria, Rainha e Mãe de Misericórdia”, importante marco para a história de sua veneração – sem nos esquecermos que a 30.11.1980 o Papa João Paulo II destacara na sua Encíclica Dives in misericórdia que Maria é a “pessoa que conhece mais a fundo o mistério da misericórdia divina” (n.9). Anos depois o Catecismo da Igreja Católica (1997) dirá que ao rezar na Ave Maria: “rogai por nós, pecadores”, estamos a recorrer à “Mãe da Misericórdia” (n.2677).

A invocação “Salve, Rainha de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”.

Já o titulo “Mãe de Misericórdia” se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+942), abade de Cluny. “Ego sum Matermisericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho.

No mundo oriental podemos encontrar testemunhos ainda mais antigos. O padre oriental da Tiago de Sarug (+511), aplicou a Maria explicitamente o título de “Mãe de misericórdia” (Sermo de transitu), o que é por muitos considerado como sua primeira atribuição em absoluto. 

sábado, 26 de março de 2016

Cruz de Santo André

Um dos apóstolos de Cristo, André aceitou a sua “chamada” para servir Deus passionalmente, o que alterou profundamente o rumo da sua vida.

Nascido em Betsaida da Galileia, era pescador de profissão e irmão de Pedro, ao qual disse um dia: “Nós encontramos o Messias, que é o Cristo”.
Pouco tempo depois, deixou tudo para trás para seguir Jesus e ouvir a sua Palavra.

André estava presente no episódio da multiplicação dos pães, e quando Jesus falou na possibilidade de dar de comer a toda a multidão, disse: “Está aqui um menino que tem pães e dois peixes; mas que é isto para tanta gente?”

O apóstolo interveio novamente pouco tempo antes da crucificação de Cristo e, quando alguns gentios pediram a Filipe para ver Jesus, este foi consultar André e ambos falaram a Jesus sobre a intenção destes homens.

Pouco mais é conhecido do percurso deste santo.

De facto, não existem muitos mais dados sobre a vida deste santo durante os três anos em que seguiu Jesus.

Sabe-se que fez parte da Última Ceia, que presenciou a ressurreição a ascensão de Cristo e recebeu graças no primeiro Pentecostes.

Difundiu a Palavra cristã e tentou estabelecer a fé, e por estar ao “serviço” de Deus foi crucificado em Patras, a 30 de Novembro do ano 60.

Segundo a tradição, foi atado e não pregado à cruz para intensificar o seu sofrimento, tendo esta a forma transversal de X, daí o nome de Cruz de Santo André.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cristo de Malta

A famosa estátua subaquática de Jesus Cristo feita pelo escultor maltês Alfred Camilleri Cauchi foi colocada originalmente no fundo do mar Mediterrâneo, em Malta, próximo das Ilhas de São Paulo. 

A escultura foi feita em homenagem à primeira visita do Papa João Paulo II a Malta, em 1990.

Dez anos depois, a estátua de 13 toneladas foi retirada da água e mais uma vez desceu ao fundo do mar, mas desta vez num local chamado Qawra Point.

O novo local onde foi colocada a estátua é uma área de conservação marinha.






domingo, 13 de dezembro de 2015

Santa Luzia

Temos mais de uma Santa Luzia, mas a mais venerada é a Santa Luzia de Syracuse, Sicília, que é considerada a protectora dos olhos e da visão.

É uma das mais famosas mártires da igreja. Ela era de sangue nobre e os actos do seu martírio contam que ela sofreu os mais hediondos martírios inclusive os seguintes:

Como era virgem levaram-na para um prostíbulo sem ninguém lá, nem mesmo os mais fortes soldados conseguiram move-la ou não tiveram meios para possui-la. 

De volta à prisão, como ainda recusava a renunciar a sua fé, retiraram-lhe, com punhais, os seus dois olhos e no dia seguinte os olhos estavam no lugar e normais (Na liturgia da igreja ela é apresentada com uma pequena almofada na mão direita com os seu dois olhos).

Depois cobriram-na com uma espécie de resina e foi colocada numa grande fogueira e quando as chamas finalmente desapareceram, ela estava como antes, sem nenhum dano ou ferida. 

A comoção dos presente foi enorme, mas o prefeito ficou ainda com mais ódio e mandou cortarem a sua garganta com uma espada.

A sua festa é celebrada no dia 13 de Dezembro

Ela é mencionada na Primeira Prece Eucarística. 

As suas relíquias estão preservadas em Veneza e eram veneradas pelo Papa João XXIII, enquanto ele servia como Patriarca de Veneza, antes de ser eleito papa em 1958.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Catedral de Cristal - Califórnia - USA

O apóstolo São João no Apocalipse fala que numa visão, ele viu a glória de Deus tal como um "mar de vidro"... O mar de vidro demonstra a santidade de Deus, separado das suas criaturas... Não é nada mais nada menos que a manifestação da Glória de Deus!

Talvez tenha sido essa inspiração que motivou o reverendo Dr. Robert H. Schuller a decidir em construir a Catedral de Cristal, que seria a igreja que sediaria a sua congregação no Condado de Orange na Califórnia.

A Catedral de Cristal é uma mega-igreja cristã sediada na cidade de Garden Grove, no Condado de Orange, Califórnia.

O terreno da igreja foi doado pelo Reverendo e sua esposa Arvella... a Igreja da comunidade de Garden Grove foi fundada em 1955.

A igreja foi projectada pelo arquitecto mundialmente famoso Philip Johnson O edifício foi construído com 10.000 placas rectangulares de vidro e só foi concluído em 1990...

A Igreja também é conhecida pelo seu grandioso órgão composto de 280 series de tubos, este construído por Fratelli Ruffatti - é simplesmente um dos maiores órgãos do mundo. O instrumento incorpora o gran Aeolian-Skinner, órgão construído em 1962 para o Avery Fisher Hall de Nova Iorque.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Cruz Basca ou Lauburu

Lauburu ou Cruz basca é o nome que recebe em euskera a cruz suástica de braços curvilíneos que constitui o emblema representativo do País Basco. A sua origem europeia recua aos celtas que através das emigrações dos povos do Oriente para o Ocidente teriam herdado esse símbolo conhecidíssimo em todo o Oriente, particularmente na Índia onde o Hinduísmo e o Budismo faz profuso uso dele.

Foi assim que o lauburu entrou na tradição céltica dos primitivos bascos, mas também asturianos e galegos, chamando ao mesmo de tetrasquel pelos seus quatro braços curvilíneos circum-giratórios. Com efeito, o termo lauburu compõe-se das duas palavras bascas lau, “quatro”, e buru, “cabeça”, portanto, “quatro cabeças”, ou seja, quatro braços dirigidos às “cabeças” ou pontos cardeais do Mundo (Norte, Sul, Este e Oeste) num movimento contínuo. Quando no tempo do imperador Octávio Augusto os romanos invadiram e ocuparam a Bascónia ou País dos Bascos chamaram ao lauburu de labarum, e provém deste etimólogo a denominação popular da estrela cantábrica, de origem celta, chamada lábaro.

Esta suástica basca por seu movimento sinistrocêntrico (da direita para a esquerda) será antes uma sovástica, e se bem que a cultura esotérica hindu e budista desaprecie tal símbolo por representar o movimento oposto ao destrocêntrico (da esquerda para a direita) em que se move a Evolução geral de tudo e todos, ainda assim é representativa do Poder Temporal oposto complementar à Autoridade Espiritual representada pela suástica. Por essa razão a sovástica expressa sobretudo o movimento da Matéria que, por ser limitada, está sujeita à lei da transformação pelo fenómeno natural da Morte.

Esta, a Morte, é tradicionalmente representada pela Noite, a Lua, o astro nocturno predilecto dos povos ante-diluvianos ou atlantes que veio a ser regente astral do povo basco, vasco ou “adorador da vaca” que identificavam não como o planeta Vénus mas como a própria Lua cujas hastes do crescente associavam às do cornúpeto. Por este motivo, ainda hoje o País Basco é um grande produtor de gado bovino, herança de um passado longínquo onde se considerava a vaca animal sagrado, tal qual acontece na Índia. Se o basco é povo lunar, já o galego, adorador do galo, a ave do dia, é povo solar, enquanto o asturiano, astur ou assur é povo mercuriano, planeta de natureza andrógina ou bissexual que serve de permeio ao Sol e à Lua, representativos do masculino e do feminino como princípios activo e passivo de que ele, Mercúrio, é o neutro ou equilibrante. Por este motivo de inter-relação esotérica entre as três étnias ibéricas, é que a suástica faz parte da sua cultura espiritual.

Como as cores verde e vermelha da bandeira basca são as mesmas que a Tradição Iniciática dá às Energias Celeste e Terrestre chamadas no Oriente de Fohat eKundalini, será então a suástica expressiva do movimento universal dessa Energia dupla que ao animar a Matéria como electricidade e electromagnetismo vem a ser uma espécie de “incarnação” de Forças invisíveis que se tornam visíveis, alterando-se o movimento giratório dessa cruz celeste tornando-se na Terra sovástica. Por este motivo tornou-se símbolo da Morte, razão pela qual aparece em inúmeros monumentos funerários bascos. Já nas Astúrias e na Galiza (por exemplo, em Grullos, Quirós e Piornedo) ele também aparece, mas com menos frequência predominando asuástica, símbolo da Vida e do Sol. Utilizado como amuleto ou talismã pelos bascos, além das construções funerárias o lauburu também aparece gravado nos frontispícios das casas, para que o mal e a morte não invadam as mesmas. Nisto, é um signo esconjurador mágico de grande poder.

Apesar da sua grande antiguidade, o lauburu só aparece nas bandeiras e outras insígnias bascas desde o final do século XVI ou princípios do XVII. Modernamente é utilizado com profusão como símbolo da cultura basca, com carácter folclórico ou tradicional, e não necessariamente como emblema político, apesar do sentido excessivo que lhe foi imposto e lhe é absolutamente estranho atendendo às suas origens sagradas.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Pecado Mortal e Venial

Ao contrário do que muitos pensam, a origem do pecado de cada um não está fora, mas no nosso próprio coração. É algo de dentro para fora e não o contrário.

A raiz do pecado está na nossa livre vontade, nas nossas escolhas, atitudes e acções, segundo o ensinamento do próprio Cristo"é do coração que procedem as más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas as coisas que tornam o ser humano impuro". Mateus 15, 19-20 (Catecismo 1853).

A maldade presente no mundo não pode atingir-nos se nós não permitirmos, principalmente, se estivermos intimamente ligados a Deus. Mas, infelizmente, deixamo-nos levar pelo ritmo da vida, do meio social, das más influências e das modas que nos são impostos.

O pecado é uma falta contra a verdade, contra a razão (bom senso, juízo, prudência, moral, direito, justiça) e contra a consciência recta (capacidade de estabelecer julgamentos morais dos actos realizados).

Pecado é ofensa a Deus. É uma falta contra o amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo. O pecado ergue-se contra o amor de Deus por nós e desvia-nos  d’Ele os nossos corações. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana (Catecismo 1849).

Pecado é a transgressão de um preceito religioso. Pecado é a auto-suficiência. Santo Agostinho diz que "o pecado é amor de si mesmo até ao desprezo de Deus".

Pode-se distinguir os pecados segundo os actos humanos, os mandamentos que eles contrariam e às virtudes a que se opõem. Podemos pecar por pensamentos, palavras, actos e omissões. Em relação à omissão, não praticamos um mal, mas deixamos de fazer o bem.

O pecado é classificado, segundo a sua gravidade, em venial e mortal.

Pecado venial (desculpável, perdoável) ainda deixa existir a força e a acção da caridade, do amor na nossa vida, mas ofende-os e fere. Ele enfraquece a graça de Deus em nós, mas não a destrói.

Os pecados veniais são faltas leves, perdoadas no Acto de Contrição, rezado durante a Santa Missa, desde que estejamos sinceramente arrependidos. Porém, a confissão regular dos nossos pecados veniais ajudam-nos a formar a consciência, a lutar contra as nossas más tendências, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida espiritual. Recebendo mais frequentemente o perdão dos pecados e o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como ele (Catecismo 1458).

"O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas, esses pecados que chamamos leves, não os considerem insignificantes: se os considerar insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objectos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio. Qual é então a nossa esperança? Antes de tudo, a Confissão" (Santo Agostinho).

Já o pecado mortal destrói a caridade, destrói o amor no coração do homem por uma infracção grave á  lei de Deus; desvia o homem de Deus, preferindo um bem inferior, sem valor (Catecismo 1855). 

O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. O pecado mortal acarreta a perda da caridade, do amor e da privação da Graça Santificante, isto é, do estado de graça recebido no Baptismo. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que a nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso (Catecismo 1861).

Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: ser matéria grave, cometido com consciência e deliberadamente.
A matéria grave é baseada nos dez mandamentos: não mate, não cometa adultério, não levante falso testemunho, não roube, honre pai e mãe (Marcos 10, 19).

Requer pleno conhecimento e consentimento. Pressupõe o conhecimento do carácter pecaminoso do acto, da sua oposição à lei de Deus.
Envolve também um consentimento suficientemente deliberado (meditar no que se há-de fazer, reflectir, decidir) para ser uma escolha pessoal.
A ignorância pode diminuir ou até desculpar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignora os princípios da lei moral, inscritos na consciência de todo ser humano.

Em todo o caso, Deus, na sua infinita misericórdia e amor, deixou-nos um caminho de volta.

Ele está sempre de portas abertas para aceitar as nossas sinceras desculpas, independentemente da falta que tenhamos cometido, desde que estejamos sinceramente arrependidos.

O Sacramento da Confissão ou Reconciliação devolve-nos a graça de estarmos novamente no coração de Deus.

Por isso, não deixe a sua confissão para amanhã.

Não tenha medo, receio ou vergonha de abrir-se a um sacerdote, um ungido de Deus.


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